sexta-feira, 24 de abril de 2009

Esfinge

Senhora do Horizonte.
Guardiã do antigo Templo,
sob tua pata há o exemplo,
do abismo aberto ao ser hiante.

Antes que dê um passo adiante,
pergunto ao cerne o que és tu,
desde que partiu-me a fronte isto,
com a cor febril no radiante vértice.

Silhueta no olhar estilo:
assassina egípcia ¬¬"
- incógnita inebriante
nos detalhes em carmim...

Fora assaz obtusa
no mistério diante mim...
Fez-se silêncio na divisa de antanho:

"Decifra-me ou te devorarei, estranho"!
Mas eu trago a chave, que não portara,
o Édipo cego e delirante.

Dobra-te ante mim, e decerra o Templo
sob tua pata, e permite ao mistério,
anunciar-se ante a minha aniquilação.

Um comentário:

A primeira estrela disse...

que palavras bonitas,é bom ler alguns poemas que não são só sobre nós e sobre o amor,eu realmente estou me cansando do meu trabalho =*