quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Verão

“Ó grande Hotel universal
Dos meus frenéticos enganos,
Com aquecimento-central,
Escrocs, cocottes, tziganos...”

Específicos universos
onde o pó erguido da terra,
pela água e pelo sopro
da alegria fizera o élan...
do vermelho que chama
distorção em pleno ar...
verti cores eletrostáticas,
mas fiz rio de mim no sol
a pino que me traz o lustre...
... fui à rua traçar sombras.
& pelo mar de asfalto
aberto, negro sangue
& caravelas de ouro
saqueado..., El-dourado,
Carajás, que o progresso
do material não me cesse
& enquanto não mais sejamos
servos de outros amos,
nesse
grande Hotel
universal
& soturno
de
nossos frenéticos
enganos
...

Ferirei aos febris públicos.

O mesmo sol-verão,
que a tudo o que há
de mais belo reluz,
& traz a tona,
ao subterrâneo
reduz & encapela
no túmulo de qualquer
caverna.

Os fortes
sobreviverão
ao sol.

Escravos à corvéia,
aos ousados a colméia.

Viver é passarela.

Um comentário:

matheus de brito disse...

tem partes boas.

cadê meu e-mail?

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